Leucodistrofia Metacromática (LDM)

A Leucodistrofia Metacromática (LDM) é uma doença neurodegenerativa que afeta a substância branca do sistema nervoso central e periférico. Ela ocorre devido ao acúmulo de sulfatídeos, substâncias que, em excesso, são tóxicas para a mielina. Esse processo leva à desmielinização progressiva, resultando em deterioração neurológica, com perda de habilidades motoras e cognitivas.

Na maioria dos casos, a doença está associada a mutações no gene ARSA, responsável pela produção da enzima arilsulfatase A. A deficiência ou ausência dessa enzima impede a degradação normal dos sulfatídeos, levando ao seu acúmulo nos tecidos. A LDM apresenta padrão de herança autossômico recessivo, ou seja, o indivíduo afetado precisa herdar duas cópias alteradas do gene para desenvolver a doença, uma de cada genitor.

Sintomas

A doença pode ser divida em 3 principais tipos:

  1. Infantil tardia: início dos sintomas entre 6 meses a 2 anos, forma mais agressiva. Marcada por ataxia, regressão motora, espasticidade, convulsões, perda visual e auditiva.
  2. Forma juvenil: início dos sintomas entre 4 a 16 anos. Marcada por alterações comportamentais, distúrbios da marcha e perda progressiva de movimentos.
  3. Adulta: sintomas psiquiátricos iniciais, declínio cognitivo com evolução lenta para comprometimento motor grave.

Diagnóstico

O diagnóstico da LDM é feito pela associação de quadro clínico neurológico progressivo, achados de desmielinização na ressonância magnética e confirmação laboratorial com baixa atividade da enzima arilsulfatase A. A confirmação diagnóstica ocorre por meio de teste genético, que identifica a alteração patogênica do gene ARSA.

Tratamento

O tratamento da Leucodistrofia Metacromática é baseado principalmente em cuidados de suporte, como fisioterapia, fonoaudiologia, controle de convulsões e manejo das complicações, além do transplante de células-tronco hematopoéticas, que pode retardar a progressão quando realizado precocemente. Recentemente, a terapia gênica foi aprovada como uma nova abordagem, utilizando células do
próprio paciente modificadas para produzir a enzima deficiente, o que permite reduzir o acúmulo de sulfatídeos.

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