Síndrome de Ehlers-Danlos (SED)

A Síndrome de Ehlers-Danlos (SED) é um grupo heterogêneo de doenças genéticas do tecido conjuntivo, caracterizadas principalmente por alterações na síntese e estrutura do colágeno. Essas alterações comprometem a resistência e a elasticidade de diversos tecidos do corpo, especialmente pele, articulações e vasos sanguíneos.

A SED engloba diferentes subtipos clínicos e genéticos, com sintomas e gravidade variáveis. Os tipos hipermóvel, clássico e vascular são os mais comuns.

Principais sintomas

Os sinais e sintomas variam de acordo com o subtipo

Tipo hipermóvel:

  • Hipermobilidade articular generalizada
  • Dor musculoesquelética crônica
  • Luxações e subluxações recorrentes
  • Fadiga
  • Pele levemente hiperextensível

Tipo clássico:

  • Pele hiperextensível e macia
  • Cicatrização anormal
  • Fragilidade cutânea
  • Hipermobilidade articular
  • Equimoses frequentes

Tipo vascular:

  • Fragilidade vascular importante, com risco de ruptura arterial
  • Pele fina e translúcida, com vascularização visível
  • Equimoses espontâneas
  • Risco de ruptura de órgãos

Diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome de Ehlers-Danlos baseia-se na avaliação clínica associada à investigação genética conforme o subtipo. Para os tipos clássico e vascular, a confirmação é realizada por meio de teste genético. No tipo hipermóvel, ainda não há um gene definido, sendo o diagnóstico realizado por critérios clínicos específicos.

Na forma hipermóvel, é fundamental a realização de testes genéticos para excluir outras doenças hereditárias do tecido conjuntivo com quadro clínico semelhante, o diagnóstico de SED hipermóvel é estabelecido apenas após essa exclusão.

Tratamento

O tratamento da Síndrome de Ehlers-Danlos (SED) é baseado em uma abordagem multidisciplinar, com foco na prevenção de complicações e melhora da qualidade de vida. A fisioterapia é fundamental para estabilização articular e redução de dor, associada a orientações para evitar traumas e sobrecarga.

No tipo clássico, é necessário maior atenção aos cuidados com a pele e cicatrização. No tipo vascular é indispensável seguimento cardiovascular rigoroso. O manejo deve ser individualizado e envolver diferentes especialidades conforme as manifestações de cada paciente.

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