Mielite autoimune é um termo amplo usado para descrever a inflamação da medula espinhal causada por uma reação do próprio sistema imunológico, na ausência de infecção. O termo engloba diferentes formas de mielite, que podem variar em gravidade, extensão e evolução, mas todas compartilham esse mecanismo imunológico.
As principais causas de mielite autoimune incluem doenças desmielinizantes, como a neuromielite óptica (associada ao anticorpo anti-AQP4) e a mielite associada ao anticorpo anti-MOG, bem como doenças autoimunes sistêmicas como lúpus, síndrome de Sjögren e sarcoidose. Em alguns casos, a mielite é chamada de idiopática, quando não se identifica uma doença de base.
Principais sintomas
Os sintomas podem variar dependendo da causa da mielite, da extensão da inflamação na medula e da gravidade do ataque imunológico. Entre os principais sintomas estão:
- Fraqueza ou paralisia dos membros
- Alterações de sensibilidade (formigamento, dormência)
- Dor na coluna
- Dificuldade para urinar
- Constipação
- Fadiga e mal-estar geral
Diagnóstico
O diagnóstico da mielite autoimune é feito a partir da avaliação clínica, exames de imagem e análises laboratoriais. A ressonância magnética da medula espinhal identifica áreas de inflamação. O exame do líquor ajuda a diferenciar causas autoimunes de infecciosas e a pesquisa de anticorpos específicos pode indicar a forma desmielinizante. Outros exames podem ser feitos para excluir infecções ou doenças sistêmicas associadas.
Tratamento
O tratamento da mielite autoimune visa reduzir a inflamação. Geralmente é feito a partir corticosteroides em altas doses, imunoglobulina ou plasmaférese. Em casos recorrentes, medicações imunossupressoras de manutenção ajudam a prevenir novos episódios. O acompanhamento precoce é essencial para melhorar a recuperação.











