A Síndrome Hipereosinofílica (SHE) é uma condição rara, caracterizada por um aumento significativo do número de eosinófilos, geralmente com valores ≥ 1.500 células/μL, associado a manifestações clínicas e lesões em órgãos causadas pelo excesso dessas células.
A síndrome pode ter diferentes causas. Pode ser primária, quando alterações nas células responsáveis pela produção dos eosinófilos sofrem alterações, ou secundária, quando esse aumento ocorre em resposta a outras condições, como infecções parasitárias, alergias, medicamentos, doenças autoimunes ou câncer. Nos casos em que nenhuma causa é identificada após a investigação, a síndrome é considerada idiopática.
Sintomas
Os sintomas da SHE são variados e dependem principalmente dos órgãos afetados, podendo incluir:
- Pele: prurido, eritema, urticária
- Pulmões: tosse e dispneia
- Coração: dor no peito, palpitações e insuficiência cardíaca
- Sistema gastrointestinal: dor abdominal, náuseas e diarreia
- Sistema nervoso: fraqueza, alterações de sensibilidade
- Sintomas gerais: cansaço, febre, perda de peso e mal-estar
Diagnóstico
O diagnóstico da SHE baseia-se na identificação de aumento persistente dos eosinófilos no sangue (geralmente ≥ 1.500 células/μL) associado a manifestações clínicas ou lesão de órgãos relacionados à infiltração eosinofílica. A investigação inclui exames laboratoriais, avaliação dos órgãos potencialmente acometidos e exclusão de causas secundárias de eosinofilia.
Tratamento
O tratamento da SHE depende da causa, da gravidade e dos órgãos acometidos. Os corticoides são frequentemente utilizados para reduzir o número de eosinófilos e controlar a inflamação. Em alguns casos podem ser indicados medicamentos específicos, como terapias-alvo, imunobiológicos ou outros medicamentos que reduzem a produção de eosinófilos. O tratamento também deve incluir o controle das complicações e acompanhamento multidisciplinar.

















